“Jardins de Chuva” serão implantados em escola de Salvador

Angelo Peterson
Angelo Peterson
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“Jardins de Chuva” serão implantados em escola de Salvador

Após votação popular, a Escola Verde com Afeto foi uma das propostas escolhidas no edital Educar Para Transformar 8, o chamamento público de projetos do Instituto MRV. A iniciativa tem por objetivo implantar “jardins de chuva” no território do Colégio Estadual Professora Marilene da Silva, no bairro da Mata Escura, em Salvador. Desde 2014, o Instituto MRV promove a transformação social por meio de iniciativas educacionais para crianças, jovens e educadores, e o Educar para Transformar é um de seus principais programas.  

O projeto propõe a continuidade do engajamento comunitário para a melhoria ambiental da escola. Seu principal objetivo é, no período de dois anos, mobilizar estudantes e docentes a se envolverem diretamente no processo de pesquisa, desenho de projeto e implantação física de dois jardins de chuva – um dentro, e um fora da escola – como uma solução ecológica para absorção da água em períodos de fortes chuvas no território, densamente urbanizado. Durante os dois anos, os projetos selecionados pelo país receberão capacitações e acompanhamentos que contemplam comunicação, gestão, pessoas, comercial e social, além do aporte financeiro no valor de R$ 200 mil cada. 

“Os jardins de chuva são sistemas ecológicos que absorvem o excesso de água nos períodos de intensas chuvas em áreas com risco de alagamento, erosão e outros problemas urbanos, e também da absorção da água da chuva pelo solo, equilibrando nosso ecossistema”, explica Débora Didoné, coordenadora do Movimento Canteiros Coletivos, que idealizou e vai tocar o projeto. 

A proposta implica, ainda, envolver a comunidade escolar, com mais de 500 jovens e adultos, em práticas e atividades agregadoras, fortalecendo vínculos e reconhecendo habilidades coletivas e individuais após quase dois anos de pausa nas aulas por conta da pandemia. Como resultado, espera-se que os jardins de chuva atendam ao desejo da comunidade de ampliar suas áreas verdes e tornem-se espaços de pesquisa e ocupações educativas e culturais.   

O projeto será colocado em prática em um momento em que é preciso pensar coletivamente em novas propostas do que se entende por sala de aula, e buscando ampliar o aprendizado dos alunos com atividades ao ar livre, já que foram quase dois anos sem atividades presenciais no colégio.  

Ao trazer a perspectiva, o projeto vem para dar continuidade às práticas que foram iniciadas em 2018 com a mesma comunidade escolar, quando um depósito de entulhos de lixo que ficava situado em frente ao colégio foi transformado em jardim coletivo – uma iniciativa que se mantem até hoje.  

Educar para Transformar  

Até 2020, as sete edições do Educar para Transformar já tiveram 3.699 propostas inscritas, 46 projetos vencedores, 54 mil beneficiados diretamente e mais de R$ 3,2 milhões investidos. 

Nesta edição, serão disponibilizados os conteúdos do Instituto iungo para auxílio no desenvolvimento dos professores, além de consultorias individuais e em grupo. Os projetos selecionados em todo o país também serão acompanhados de perto por um líder da equipe da MRV&CO – este profissional dará todo o suporte no desenho do planejamento estratégico, na execução e adaptação de cada atividade. 

Nesta edição, o Educar para Transformar recebeu mais de 270 inscrições de Organizações da Sociedade Civil (OSC) de todo o país que possuem iniciativas que impactam positivamente o ambiente escolar nos mais diversos contextos, promovendo a escola como comunidade de aprendizagem e fortalecendo as práticas pedagógicas dos professores por meio das Metodologias Ativas, que destaca o estudante como protagonista do seu próprio aprendizado. Diante disso, os cinco projetos vencedores propõem desenvolver suas atividades com os professores e os estudantes das redes públicas de ensino fundamental II e médio, que juntos identificarão problemas na escola ou comunidade, buscando desenvolver soluções que gerem transformações efetivas e que estimulem aprendizados e mudanças culturais. 



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