Fisioterapia: 6 dicas para entender a hora certa de procurar um profissional

Angelo Peterson
Angelo Peterson
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Fisioterapia: 6 dicas para entender a hora certa de procurar um profissional

Imagine o seguinte cenário: uma noite refrescante após um dia de trabalho, você coloca uma roupa confortável, um par de tênis apropriado e sai para uma corrida no bairro como normalmente faz. O exercício dura entre 45 minutos e uma hora e acaba com você chegando em casa e finalizando sua noite. Porém, na manhã seguinte, você sente uma pequena dor em um dos joelhos e decide não repetir seu treino nesse dia – nem no dia seguinte. Dois dias após o ocorrido, a dor, ao invés de melhorar, piora e agora você começa a mancar.

Numa situação como essa, muitas pessoas se veem frente a um dilema comum: consultar um fisioterapeuta antes que o quadro piore ou esperar que a dor ou desconforto desapareça por si só. Afinal quando é a hora certa de buscar um especialista? “Sempre que não conseguimos realizar certas funções das atividades diárias, ou quando sofremos desconfortos, como dores relacionadas a coluna vertebral, articulações, perda de equilíbrio, incontinência urinária, entre outros sintomas, o profissional fisioterapeuta pode ser consultado para uma avaliação cinético funcional”, explica Cesar Augusto Calonego, professor da Faculdade Santa Marcelina (FASM), responsável pelas disciplinas de ortopedia e traumatologia, eletroterapia, termoterapia e cinesiologia.

A fisioterapia é uma profissão que teve um grande crescimento durante o período crítico da pandemia de Covid-19 e mostrou ser indispensável no tratamento da infecção, tanto na fase hospitalar, como nas sequelas deixadas pela doença. “Trata-se de uma profissão que tem um campo vasto de atuação e vem crescendo bastante. A chegada de novas tecnologias permite à fisioterapia uma evolução muito grande ainda enquanto profissão”, completa Calonego.

Em seis tópicos, entenda abaixo quando é a hora certa de procurar a ajuda e porquê essa assistência não deve ser negligenciada.

A atuação

O fisioterapeuta consegue trabalhar em diversas áreas, que podem ir desde a intervenção de forma preventiva em indústrias, com um olhar voltado para ergonomia, como a atuação dentro de uma UTI no atendimento de pacientes com ventilação mecânica. Dessa maneira, o leque de serviços é muito amplo. “As áreas mais comuns de atendimento são: fisioterapia musculoesquelética, neurológica, cardíaca, respiratória, geriátrica, pediátrica, na saúde coletiva, esportiva, na saúde da mulher e do homem, entre outros campos”, afirma o especialista.

As lesões

Existem diversos tipos de traumas que podem ser encaminhados a esse tipo de profissional, como fraturas, problemas de postura, lesões esportivas, como entorses de joelhos e tornozelos. “Esses são os mais conhecidos, mas também trabalhamos com quadros que podem ir desde incontinência urinária, passando por lesões neurológicas – frutos de um derrame, por exemplo -, até paralisias cerebrais, reabilitação pós cirurgias cardíacas e doenças respiratórias”, comenta o professor.

É preciso se consultar com o clínico geral antes?

O fisioterapeuta é um profissional de primeiro contato, ou seja, não há a necessidade de se passar em consulta médica antes de procurar este profissional. Porém, pode haver necessidade de se relacionar com outros profissionais na busca de melhores resultados visando o bem-estar do paciente. “O fisioterapeuta pode (e deve) sempre manter contato com médicos, psicólogos, nutricionistas, terapeuta ocupacionais e fonoaudiólogos visando um entendimento melhor do quadro de cada paciente, o que proporciona melhores resultados no atendimento final”.

Os alertas do corpo

De acordo com o docente, as dores são, sem dúvida, um sinal que algo não se encontra bem, porém outros sintomas devem servir de alerta também. “A grande parte dos pacientes só procura ajuda quando tem dores, mas outros sintomas também chamam a atenção, como cansaço intenso após atividades leves, má postura, perda de xixi durante o dia, perda de força muscular, entre outros”.

Quantos dias esperar uma dor passar antes de buscar ajuda?

A quantidade de dias a serem aguardados antes da busca por assistência profissional pode depender em cada caso e, especialmente, do nível de dor e desconforto causados. No entanto, o professor Cesar Augusto alerta que sempre que temos uma lesão, é importante o socorro ser o mais breve possível. “Em lesões agudas como traumas, fraturas e entorses, quanto mais rápido o socorro, maiores a chances de minimizar as complicações decorrentes dessas lesões”.

A ausência de tratamento adequado

“As consequências podem variar desde a cronificação do quadro e, com isso, levar a manutenção das dores e disfunções associadas, até o risco maior de agravamento sendo necessário intervenções cirúrgicas, dependendo da avaliação médica” finaliza o especialista.



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"Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu. Sarah Westphal