Fintechs impulsionam financiamentos em imobiliárias focadas no setor de luxo

Ana Silva
Ana Silva
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Fintechs impulsionam financiamentos em imobiliárias focadas no setor de luxo
Group of young successful architects of large construction firm checking design of new real estate house during meering in office. Happy African architect showing colleagues his engineering project

Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) afirmam que o segmento residencial de médio e alto padrão registrou um crescimento de 266,7%, comparando números do terceiro trimestre de 2021 com o mesmo período do ano anterior. O aumento exponencial ilustra a valorização dos imóveis de luxo no Brasil – cenário também favorecido, segundo a gerente de novos negócios da fintech Crediblue, Isabela Franco, pelas soluções de financiamento disponíveis no mercado.

“Com a possibilidade de manter o capital para fluxo de caixa ao invés de alocá-lo 100% no imóvel, a demanda pela modalidade de financiamento imobiliário também cresceu no luxo. O comprador compara o custo do dinheiro e, dadas as condições atrativas, acaba optando pela solução de crédito”, explica Franco. Não obstante, o financiamento imobiliário no Brasil teve um recorde histórico em 2021, chegando a R$ 255 bilhões, de acordo com pesquisa da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

A gerente da Crediblue garante que a experiência da contratação do crédito é igualmente importante para o público do alto padrão, que busca um atendimento de qualidade, rápido, fácil e atencioso. “O cliente não quer enfrentar longas filas ou se aborrecer com as burocracias de um banco. Por isso, as fintechs têm saído muito à frente de instituições bancárias tradicionais, principalmente, no modelo white label, em que o cliente lida diretamente com a imobiliária e têm acesso à uma solução personalizada”, reitera.

A Crediblue, por exemplo, oferece o financiamento de imóvel como produto para imobiliárias, disponibilizando toda a estrutura tecnológica e de expertise da fintech com a própria marca da empresa. “É uma parceria altamente vantajosa para o cliente final, que vai resolver tudo de forma digital em único lugar, sem depender de terceiros. Além disso, a imobiliária aumenta sua cartela de compradores – pois poderá oferecer mais opções de crédito – e ainda ganha comissão como facilitadora de acesso à solução. A imobiliária consegue, portanto, agir em todas as pontas”, afirma a gerente.

Ainda segundo Franco, mesmo com alta da Selic, taxa básica de juros da economia, o momento ainda é favorável para o financiamento. A previsão do Banco Central é que a taxa Selic interrompa o movimento de alta, controle a inflação e volte a cair já no próximo ano. “É uma medida temporária para controlar a inflação no mercado. No entanto, vale a ressalva: em instituições financeiras tradicionais como bancos, a aprovação do crédito é sim mais desafiadora, pois não conseguem incidir todos os custos da operação embutidos nas parcelas do tomador final. Por isso, o cliente acaba tendo que desembolsar valores como avaliação do imóvel, custos com cartório, tanto à vista como no momento da tomada de crédito. Quando falamos de imóveis de luxo esse custo junto aos bancos pode ser ainda maior. Mais uma vez, a tecnologia aliada à inovação no setor financeiro e de imóveis assegura um cenário mais promissor”, finaliza.



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Por Ana Silva
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