Em cartaz na 16a CineBH 116 filmes em pré-estreias e mostras temáticas de 20 estados brasileiros e 22 países em 11 espaços da capital mineira

Angelo Peterson
Angelo Peterson
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Em cartaz na 16a CineBH 116 filmes em pré-estreias e mostras temáticas de 20 estados brasileiros e 22 países em 11 espaços da capital mineira

A programação de filmes da 16a CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte ocupa 11 espaços na capital mineira. De 20 a 25 de setembro, a cidade se torna a capital mundial do audiovisual e promove 75 sessões de cinema  em pré-estreias e mostras temáticas, sessões infantis e escolares e um recorte dedicado à produção latino-americana.

Ao todo, são 116 filmes, sendo 45 longas e 71 curtas, de 22 países (Alemanha, Argentina, Bolívia, Brasil, Catar, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, Eua, França, Guatemala, Holanda, México, Noruega, Paraguai, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Suiça, Uruguai, Venezuela) e 20 estados brasileiros (AL, AM, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MT, PA, PE, PI, PR, RJ, RR, RS, SC, SE, SP) reunidos em nove mostras temáticas – Mostra Homenagem, Mostra Continente, Mostra Brasil, Mostra Praça, Mostra CineMundi, Mostra Diálogos Históricos, Mostra A Cidade em Movimento, Mostrinha, Mostra Cine-Escola

Programa-se para participar da 16a CineBH e entenda  o que cada espaço receberá de programação. Confira a seguir que tipo de filme vai rolar em cada um dos espaços de exibição da Mostra. A programação completa com dias e horários você pode consultar em www.cinebh.com.br e nas redes sociais da @universoproducao

 

CINE THEATRO BRASIL VALOUREC

A sessão de abertura da 16a CineBH acontece na noite do dia 20 de setembro, no hipercentro de Belo Horizonte, com o documentário “Os Ossos da Saudade”. O filme é dirigido por Marcos Pimentel, cineasta mineiro que trata aqui de ausências, narrando histórias e reflexões de afeto a partir das vivências de personagens que habitam os territórios do Brasil, Portugal, Angola, Moçambique e Cabo Verde, cinco países que compartilham do mesmo idioma, a língua portuguesa.

 

CINE HUMBERTO MAURO

A mais tradicional sala de repertório da capital será espaço de três recortes ligados a um cinema mais autoral e desafiador, que apresenta possibilidades várias de estética e abordagem de seus temas. Da Mostra Brasil, há “A Cidade dos Abismos” (Priscyla Bettim e Renato Coelho) e “Vai e Vem” (Fernanda Pessoa e Chica Barbosa), ambos em sessões comentadas e tratando, de formas distintas em seus referenciais e estéticas, de um Brasil em deterioração moral e política.

Da mesma Mostra o público poderá conferir as sessões de curtas-metragens, reunindo uma produção significativa do formato que apontam diversas vertentes do cinema brasileiro contemporâneo. Esse ano serão três no Cine Humberto Mauro: Curtas no AlmoçoCurtas no Happy-Hour e Curtas no Encerramento.

A Mostra CineMundi conta com títulos cujos projetos fizeram parte do programa de coprodução realizada anualmente durante a CineBH e que hoje se tornaram trabalhos prontos e de sucesso mundial. Serão exibidos, com presença dos cineastas, “Anastácias” (Tathiana Almeida), “O Clube dos Anjos” (Angelo Defanti) e “5 Casas” (Bruno Gularte Barreto).

Por fim, a tradicional seção “Diálogos Históricos” vem em 2022 num contato direto com a temática da mostra “Cinema latino-americano: quais são as imagens da internacionalização?”. O crítico convidado é o boliviano Sebastian Morales, que estará em Belo Horizonte exibir e comentar três títulos produzidos em seu país: “Como duele ser pueblo” (Hugo Roncal), “Lo más bonito y mis mejores años” (Martin Boulocq) e “El olor de tu ausencia” (Eddy Vasquez).

 

UNA CINE BELAS ARTES

Maior novidade da programação de filmes esse ano, a Mostra Continente é o recorte proposto pela curadoria para apresentar um cinema latino-americano em diálogo com a temática “Cinema latino-americano: quais são as imagens da internacionalização?”. São títulos de diversos países, muitos deles com pouca ou nenhuma tradição de audiovisual, como Costa Rica (“Aurora”, de Paz Fábrega), Paraguai (“Eami”, de Paz Encina), Venezuela (“Yo y las bestias”, de Nico Manzano) e Equador (“Al oriente”, de José María Avilés), e alguns de abordagem inusitada, como a ficção científica de Cuba “Corazón azul”, de Miguel Coyula.

No total, a Mostra Continente tem 15 longas-metragens de 11 países da América Latina e América Central: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, México, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Do Brasil, aliás, são dois: “Noites Alienígenas” (Sérgio de Carvalho) e “Casa Vazia” (Giovanio Borba), ambos exibidos e premiados recentemente no Festival de Gramado.

 

CINE SANTA TEREZA

Espaço tradicional na capital mineira, o Cine Santa Tereza vai receber uma programação especial pensada para os espectadores do bairro e região, seja os que se organizarem para ir até lá, seja o incauto que esteja passando na porta do lugar e queira esticar numa sessão de cinema.

Dois filmes da Mostra Homenagem ­– esse ano dedicada à atriz belo-horizontina Rejane Faria – estarão na sala: “Marte Um” (Gabriel Martins), filme selecionado por um comitê para tentar uma vaga entre os indicados ao Oscar 2023 de longa-metragem internacional e no qual Rejane é uma das protagonistas; e “Temporada” (André Novais Oliveira), no qual ela faz uma personagem central na ação do filme.

Da Mostra Brasil tem sessão do documentário “Germino Pétalas no Asfalto” (Coraci Ruiz e Julio Matos), que trata de um personagem em processo de transição de gênero em meio ao Brasil tomado pela extrema direita e por uma pandemia.

 

CINE SESC PALLADIUM

Aqui é o espaço da mostra A Cidade em Movimento, com curadoria de Paula Kimo. Em 2022 o tema é “Olhar a Cidade”, com filmes que vislumbram os espaços urbanos como territórios vivos e dinâmicos, em constante transformação nas movimentações do tecido social, político e urbano que os compõem. Ao todo são 27 filmes realizados em Belo Horizonte e região metropolitana, com pouco ou nenhum recurso financeiro e cuja linha de ação seja esse contato direto da câmera e dos corpos com a urbanidade. Serão cinco sessões com longas, médias e curtas-metragens, sempre seguidas de rodas de conversa com especialistas nos assuntos dos filmes em questão.

 

CENTRO CULTURAL UNIMED-BH MINAS

A sala do Minas Tênis Clube é uma das novidades esse ano na CineBH e vai contar com sessões de importantes recortes da curadoria do evento. Pela Mostra Continente, com filmes latinos, tem o colombiano “Entre La Niebla” (Augusto Santino), os bolivianos “Utama” (Alejandro Loayza Grisi) e “El Gran Movimiento” (Kiro Russo), o paraguaio “Boreal” (Federico Adorno) e o mexicano “Nudo Mixteco” (Ángeles Cruz).

A Mostra Brasil também tem títulos na sala, casos de “Receba!” (Pedro Perazzo e Rodrigo Luna), “Pasajeras” (Fran Rebelatto) e “Ursa” (William de Oliveira).

 

TEATRO SESIMINAS E GRANDE TEATRO DO SESC PALLADIUM

Mais uma vez, o Teatro Sesiminas e o Grande Teatro do Sesc Palladium vão receber sessões do programa Cine-Expressão – A Escola Vai ao Cinema. Com capacidade para 500 e 1300 lugares, respectivamente, as sessões são acompanhadas de cine-debates após as exibições.

 

CINE PRAÇA

As sessões esse ano serão na Praça da Liberdade, um dos cartões postais da capital mineira, com uma seleção de longas pensados para todas as faixas etárias, transitando da comédia popular ao romance aventureiro. Sucessos como “Eduardo e Mônica” (René Sampaio) e “Maria do Caritó” (João Paulo Jabour) estão junto a títulos infantis como “Pluft o Fantasminha” (Rosane Svartman) e “Dono de Casa” (Anderson Lima) e ao documentário musical “Belchior ­– Apenas um Coração Selvagem” (Camilo Cavalcanti e Natália Dias).

 

FILME DE RUA E CINEMA DE FACHADA DO ESPANCA!

Duas sessões especiais da Mostra A Cidade em Movimento fazem coro a este gesto ao ocupar espaços alternativos de exibição de cinema na cidade. O Cinema de  Fachada, realizado pelo Grupo Espanca!, convida pessoas em situação de rua, frequentadores e passantes da rua Aarão Reis, no Centro de Belo Horizonte, a olhar a cidade na perspectiva da arte e da invenção. Pelo segundo ano consecutivo, a Mostra ocupa o espaço de exibição Filme de Rua apresentando curtas-metragens produzidos em Minas Gerais com mulheres negras e indígenas, povos de terreiro, quilombo e Reinado.

 

CENTRAL DO CINEMA: CASA DA MOSTRA E TENDA BRASIL CINEMUNDI

Recém inaugurada no bairro Serra, no coração da capital mineira, a Casa da Mostra, novo empreendimento da Universo Produção, será a sede do evento. Localizada ao lado da casa em que funciona a produtora mineira, o espaço será transformado na Central do Cinema, com a instalação da Tenda Brasil CineMundi no estacionamento anexo. O complexo vai receber, além dos one-on-one meetings do Encontro de Coprodução, debates, sala de imprensa e coordenação do evento.

 

TODA PROGRAMAÇÃO É OFERECIDA GRATUITAMENTE AO PÚBLICO

 

SERVIÇO

16a CINEBH – MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE BELO HORIZONTE

13º BRASIL CINEMUNDI – INTERNACIONAL COPRODUCTION MEETING

20 a 25 de setembro de 2022

 

CICLO DE DEBATES | 13º BRASIL CINEMUNDI

13 a 16 de setembro, sempre às 11h

pelo site brasilcinemundi.com.br

 

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

ESTE EVENTO É REALIZADO COM RECURSOS DA LEI MUNICIPAL DE INCENTIVO À CULTURA DE BELO HORIZONTE

 

Patrocínio: ITAÚ,MATER DEI, CEMIG

 

Parceria Cultural: SESC EM MINAS E CASA DA MOSTRA

 

Parceria e Cooperação Brasil CineMundi: EMBAIXADA DA FRANÇA NO BRASIL, INSTITUTO GOETHE, ENCUENTROS BIOBIOCINE (Chile), CONECTA (Chile), DOCMONTEVIDEO (Uruguai), DOCSP (São Paulo), NUEVAS MIRADAS (Cuba), FESTIVAL INTERNACIONAL DE DOCUMENTÁRIOS DE MONTREAL – RIDM (Canadá), MAFF – FESTIVAL DE MÁLAGA(Espanha), TORINOFILMLAB (Itália), VENTANA SUR (Argentina),  WORLD CINEMA FUND (Alemanha), PROJETO PARADISO (Brasil)

 

Apoio: CAFÉ 3 CORAÇÕES, UNA, INHOTIM, DOTCINE, MISTIKA, PARATI FILMS, O2 PLAY, CTAV, NAYMOVIE, SESI/FIEMG, INSTITUTO UNIVERSO CULTURAL, CINE SANTA TEREZA, CINE HUMBERTO MAURO

 

Idealização e realização: UNIVERSO PRODUÇÃO

SECRETARIA ESPECIAL DE CULTURA | MINISTÉRIO DO TURISMO



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"Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu. Sarah Westphal