Dirigido por William Pereira, O NÁUFRAGO estreia dia 13 de janeiro no Sesc Bom Retiro

Angelo Peterson
Angelo Peterson
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Dirigido por William Pereira, O NÁUFRAGO estreia dia 13 de janeiro no Sesc Bom Retiro

Lançado no Brasil pela Companhia das Letras em 1996, foi um enorme sucesso de vendas, e mesmo com uma segunda edição em 2006, encontra-se esgotado nos catálogos das livrarias, transformando-se na obra mais conhecida e vendida do autor. O romance foi adaptado para teatro por William Pereira, para um elenco de dois atores, Luciano Chirolli e Romis Ferreira.

William queria muito trabalhar com Romis e Chirolli nesta montagem, o talento e experiência destes dois atores foram essenciais na decisão do diretor. Luciano Chirolli e William Pereira fizeram USP na década de 80. William na ECA e Chirolli na EAD. “Eu dirigi muitas obras em que ele atuava, enquanto estávamos na faculdade, e sempre quis voltar a trabalhar com este excelente ator, Náufrago é a oportunidade perfeita. Romis Ferreira empresta seu talento e vasta experiência nos palcos, o que contribuirá bastante para a encenação” comenta William.

Sinopse

Em uma prosa convulsiva e exasperada, a história de três exímios estudantes de piano, um dos quais teve sua vida aniquilada a partir do momento em que ouviu Glenn Gould, um dos outros três, tocar as Variações Goldberg, de Bach.

Sobre a encenação

O grande desafio na transposição de uma obra literária para a cena é criar teatralidade para que o espetáculo não se transforme somente em um ator narrando fatos, uma leitura dramática. No espetáculo “O Náufrago” essa narrativa que no romance é feita por um único personagem, é realizada por dois atores. O protagonista/Narrador (Luciano Chirolli) e Wertheimer (Romis Ferreira), o personagem que é citado durante toda a obra e é um alter-ego, uma sombra daquele que conta a história e está sempre em um segundo plano, atrás de uma tela transparente, sobre os destroços de um piano de cauda, que surge e desaparece como em um grande corte cinematográfico.

Em cena, William propõe dois planos: memória e tempo presente, estes planos vão se fundindo ao longo do espetáculo e os limites entre lembrança e realidade se rompem. “Eu trabalhei para que a densidade do texto esteja emoldurada por uma dramaticidade visceral, sinto como se em vez de dirigir, eu estivesse regendo, inclusive pedi aos atores que chegassem no primeiro dia de ensaio com os textos completamente decorados, para que eu pudesse reger as pausas, o ritmo, os volumes e os tempos, já que o grande foco nesta peça é a palavra, o texto”, completa o diretor.

A trilha sonora é o terceiro personagem. Um contraponto entre a genialidade da execução de Glenn Gould e a interpretação medíocre de Wertheimer em seus últimos dias.

Os figurinos e o cenário também são assinados pelo diretor William Pereira, a luz é de Caetano Vilela, que desenvolve grandes parcerias artísticas com o diretor há mais de 20 anos, e a direção de produção é de Leopoldo de Leo Jr, com quem WilliAam Pereira faz parceria desde 2001, além de serem sócios na LNW Produções Artísticas desde 2009. A produtora é uma sociedade entre Leopoldo, William e o dramaturgo e diretor Newton Moreno.

Sobre William Pereira

Encenador, Regisséur, Cenógrafo. Um dos mais importantes e representativos diretores de teatro e ópera no Brasil, iniciou sua formação artística com o estudo de piano, de 1970 a 1982 e graduou-se em Direção Teatral pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo em 1.987. Fez estágio em Direção Operística na English National Opera e Royal Opera House em Londres – Inglaterra em 1992-1993 em produções dirigidas por David Pountney, Harry Kupfer, Eliaj Moschinsky e Antoine Vitez

Representante da vanguarda teatral dos anos 80, um dos fundadores do grupo Barca de Dionisos onde dirigiu “Leonce e Lena” de G. Büchner e “O Burguês Fidalgo” de Moliére. Seus mais recentes trabalhos em teatro são, “Dom Juan “de Molière, “Aula Magna com Stálin” de David Pownal e “Um Berço de Pedra”de Newton Moreno.

Dirigiu nas principais casas de ópera do país. onde se destacam suas produções de “Pedro Malazartes” de C. Guarnieri, “Colombo” de Carlos Gomes e “Olga” de J. Antunes (estréia mundial), ”O Morcego “de J. Strauss, “I Pagliacci” de Leoncavallo no Theatro Municipal de São Paulo, “Os Pescadores de Pérolas” de Bizet no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, “O Messias” de Haendel e “A Menina das Nuvens” de Villa-Lobos no Palácio das Artes de Belo Horizonte, “Il Guarany” de Carlos Gomes no Theatro da Paz em Belém, “Carmen” de Bizet e “Olga” no III Festival de ópera de Brasília, “Madama Butterfly” de Puccini, “Le Nozze de Fígaro” de Mozart, “Romeo et Juliette” de Gounod, “Le Dialogue des Carmèlites”de Poulenc, “I Puritani”de Bellini , a estréia nacional de “As Aventuras da Raposa Astuta”de Janacék, a estréia mundial de “Onheama” de J.G.Ripper no Festival Amazonas de Ópera no Teatro Amazonas de Manaus, “A Tempestade” de R. Miranda (estréia mundial), “Gianni Schicchi” de Puccini , “Il Barbieri di Siviglia” de Rossini, “A Viúva Alegre” de Lehàr e “O Anão” de Zemlinsky, “Pulcinella e Arlecchino” de Stravinsky/Busoni, “ALCINA” de Haendel no Theatro São Pedro em São Paulo.

Entre os inúmeros prêmios recebidos por seu trabalho, destacam-se o Prêmio Governador do Estado-SP, Troféu Mambembe, APCA e Prêmio Shell.

Sobre a LNW Produções Artísticas

A LNW Produções Artísticas Ltda, foi criada em 1984 por Leopoldo De Léo Junior – produtor cultural – e desde então realizou mais de 70 espetáculos na área de teatro e Dança, com o nome de ECP S/C Ltda. A partir de 2009, com a entrada de dois sócios que já atuavam juntos de maneira informal : William Pereira ( diretor ) e Newton Moreno ( autor, diretor e ator ), passam a integrar a sociedade apenas alterando o nome ( de ECP S/C Ltda para LNW Produções Artísticas Ltda  – proveniente das iniciais dos três nomes).

Produções mais recentes: “A Serpente no Jardim” (2011), “Isso É O Que Ela Pensa” (2012), “Assombrando Julia” (2012), “O Salão de Baile Elétrico” (2012), “Um Berço de Pedra” (2016), “Aula Magna com Stalin” (2018) e “O Mal-Entendido” (2018).

Sobre Romis Ferreira

Cursou a Escola de Arte Dramática-EAD (USP) e trabalhou com alguns dos melhores diretores de teatro do país como Gabriel Villela (Você vai ver o que você vai ver / O Concílio do Amor, Peer Gynt e A Tempestade), Ulysses Cruz (O Despertar da Primavera / Corpo de Baile / Pantaleão e as Visitadoras), Roberto Lage (Tamara), Noemi Marinho (Corte Fatal), Iacov Hillel (Angels in América), Enrique Dias (Uma Coisa Muito Louca), Alexandre Reinecke (Aqui se paga, Aqui se faz/Conexão Marilyn Monroe e A Banheira), Cacá Rosset (O Avarento / Scapino), Hugo Possolo (Alô, alô Terezinha), José Possi Neto (Amigas, Pero no  Mucho), Elias Andreato (Édipo).  Em 2017 e 2018 esteve em cartaz com “A Visita da Velha Senhora”, direção Luiz Villaça.

Na área de publicidade, realizou inúmeros trabalhos publicitários em todo o Brasil, muitos premiados internacionalmente.

Na TV apresentou os programas Eureka e Revistinha, ambos na TV Cultura e Profissão Empresário, no Canal Futura. Na TV Globo participou da série Retrato Falado / Malhação / Por Toda a minha Vida-Cartola / Novela Belíssima / Força Tarefa. Em 2012 e 2013 realizou na TV Globo a novela Lado a Lado, personagem Luiz Neto. Recentemente atuou em participações na Novela Império/ no longa metragem Mundo Cão / e nas mini-séries O Caçador, PSI, Motel, Três Terezas, Felizes para Sempre, Vizinhos, O Negócio e A Vida Secreta Dos Casais.

Sobre Luciano Chirolli

Formado pela EAD/ECA/USP. Considerado pela crítica o ator de sua geração que mais interpretou montagens de sucesso do autor russo Anton Tchecov. Participou de montagens de grandes dramaturgos universais como Büchner, Brecht, Lorca, Ibsen, Shakeaspeare, Molière, entre outros.

Trabalhou com os melhores diretores brasileiros como William Pereira, Aderbal Freire Filho, Enrique Diaz, Christiane Jatahy, Rafael Gomes entre outros.

Sua parceria com Maria Alice Vergueiro foi responsável por montagens teatrais que viajaram 8 países e a montagem de ” NO ALVO ” de Thomas Bernhard lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Shell de melhor diretor e deu a atriz o Shell de melhor atriz.

Ganhador dos prêmios GOVERNADOR DO ESTADO- 1986, MAMBEMBE-1987 e SHELL-2011 de melhor ator.

Em 2015 foi indicado ao Prêmio Shell como melhor ator por “Gotas D’agua sobre Pedras Escaldantes” de Rainer Fassbinder. Em 2016 ao completar 30 anos de carreira participou do monólogo ” Memórias de Adriano ” da obra de Marguerite Yourcenar,. Em 2019 esteve em cartaz com “CASA DE BONECAS – Parte 2”.

FICHA TÉCNICA

O Náufrago de Thomas Bernard.

Tradução de Sérgio Tellaroli.

Adaptação, encenação e direção: William Pereira

Elenco:

O narrador: Luciano Chirolli

Wertheimer:  Romis Ferreira

Cenários e Figurinos: William Pereira

Iluminação: Caetano Vilela

Direção de Palco: Henrique Pina

Ensaiadora: Lígia Pereira

Construção cenográfica e adereços: Casa Malagueta – Giorgia Massetani e Alício Silva

Fotos: Marcos Frutig / João Maria

Vídeo: Marcos Frutig

Programação Visual: Giuliano Almeida Ziviani.

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio.

Mobiliário: City Design.

Piano de Wertheimer: Désirèe Brissac

Técnico de gravação: João Henrique Baracho

Técnica de Som: Janice Rodrigues

Operador de Luz: Guilherme Soares

Maquinista: Anderson de Assis

Produção Executiva: Rafaela Penteado

Assistente de Produção: Adriana Florence

Direção de produção: Leopoldo De Léo Jr.

Produção: LNW Produções Artísticas Ltda.

Realização: SESC

Serviço:
O Náufrago, de Thomas Bernard
De 13 de janeiro a 05 de fevereiro no Sesc Bom Retiro
Quintas, Sextas e sábados às 20h
Duração: 80 minutos
Classificação etária: 14 anos
Ingressos: (R$40,00 inteira, R$ 20,00 meia, R$ 12,00 comerciário)

Transporte: o Sesc oferece transporte gratuito entre a Estação Luz (saída CPTM/José Paulino) e o Sesc Bom Retiro.

HORÁRIOS DA VAN
Ida: Sextas e sábados, a partir das 17h30. Domingos e Feriados, a partir das 16h.
Volta: Ao término do espetáculo. Sextas e sábados, até 23h45. Domingos e Feriados, até 21h



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"Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu. Sarah Westphal