Ao lado de MC Tha, LAZÚLI explora a sonoridade do eletrofunk no single “O Que É”

Ana Silva
Ana Silva
4 min. para leitura
Ao lado de MC Tha, LAZÚLI explora a sonoridade do eletrofunk no single "O Que É"

Partindo da Lei de Murphy, que diz que tudo o que pode acontecer de maneira errada, vai acontecer, e no pior momento, LAZÚLI quis evidenciar na letra da sua nova música, “O Que É”, que não há uma perversidade do universo, mas que, na verdade, tudo pode acontecer, seja algo desejável ou não. A cantora reflete sobre essa perspectiva ao lado de MC Tha, no single que chega hoje, 10 de março, nas plataformas de streaming (ouça aquie com um visualizer (assista aqui)“O Que É” integra a tracklist do primeiro álbum solo de LAZÚLI, De Lua, que será lançado na próxima quinta, dia 17 de março.

Entre os processos de composição que tem aplicado, LAZÚLI primeiro grava a canção e, só depois, entende se ela precisa ou não de mais uma voz para somar. E foi esse caminho que ela percorreu até chegar no nome de  MC Tha. “Nesse som, por ter um funk bem marcado em meio aos beats, senti que seria a hora de trazê-la para a faixa. Gosto muito do trabalho dela, da maneira como mistura espiritualidade e música de forma inovadora e contagiante”, conta.

O encontro entre as duas cantoras ainda não aconteceu presencialmente, mas isso não foi um empecilho. MC Tha, inclusive, acredita que os caminhos delas se cruzaram em outra instância. “Nos encontramos energeticamente por meio da interpretação de ‘Triste, Louca ou Má’ e, embora todo o trâmite de ‘O Que É’ tenha sido feito de forma virtual, não tem como negar que as almas já se cruzaram por aí”, comenta Tha. LAZÚLI, completa: “Cada voz é única e carrega a energia da pessoa, então, mesmo à distância, a vibe da MC Tha está ali comigo, trazendo tudo que esse som pede”.

Ao entoar versos como “tudo o que pode, acontecerá”, LAZÚLI não só externaliza a visão de mundo que possui, como também expõe algo que vivenciou por conta do processo de luto que enfrentou com a perda da mãe. “Entrei em uma depressão profunda, a qual só consegui superar depois de muito refletir e me cuidar. Calejei, e isso me trouxe mais leveza, força e autoamor”, relembra.

Essa é a última prévia antes do lançamento do primeiro disco-solo de LAZÚLI. “O álbum, desde o começo, tem a proposta de ser cíclico e não-linear, ou seja, cada som terá a vibe que a música pedir”, afirma. Anteriormente, já foi apresentado “Outono” (ouça aqui), “Me Aconteci” (ouça aqui), “Duas Águas” (ouça aqui) e “Sonho Ritual” (ouça aqui).

Ouça “O Que é” aqui


Ficha Técnica:
Produção: ÀIYÉ, Cris Botarelli, LAZÚLI e Lena Papini
Composição: LAZÚLI
Arranjo: ÀIYÉ, Cris Botarelli, LAZÚLI e Lena Papini
Baixo: Lena Papini
Guitarra: Cris Botarelli
Voz: LAZÚLI e MC Tha
Backing vocals: ÀIYÉ, Cris Botarelli, LAZÚLI e Lena Papini
Bateria, beats e samples: ÀIYÉ
Sintetizadores: ÀIYÉ, Cris Botarelli, LAZÚLI e Lena Papini
Engenharia de Áudio e Gravação: Max Matta e Paulinho Rocha
Mix: Alejandra Luciani
Master: Florencia Saravia-Akamine
Gravado no Estúdio LAB Sound e A Lagoa Grande Studios
Produção Executiva: Difusa Fronteira – Felipe França Gonzalez e Nina Souza



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