ACNUR e Caritas São Paulo lançam mapeamento de pessoas refugiadas no Estado de São Paulo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a organização parceira Caritas Arquidiocesana de São Paulo (CASP) realizam o lançamento da série trienal “Mapas de Georreferenciamento de Pessoas em Situação de Refúgio em São Paulo” na próxima 2feira (06/junho), às 15h00, no Museu da Imigração. O levantamento é resultado do Serviço de Acolhida e Orientação para Refugiados da CASP, compilando dados dos atendimentos realizados entre os anos de 2018 e 2020, assim como serão apresentados dados do público atendido e dos serviços prestados pela organização em 2021.

O mapeamento permite identificar a concentração de pessoas refugiadas e solicitantes da condição de refugiado por nacionalidades distribuídas na capital paulista, grande São Paulo e no Estado de SP. Trata-se de um levantamento inédito, apresentando uma série de mapas que mostram a mobilidade da população refugiada atendida num intervalo de três anos de análise, incluindo os efeitos da pandemia de Covid-19.

“O estudo é uma ferramenta que possibilita perceber a relação entre a distribuição territorial da população migrante e a identificação de demandas que possam embasar a criação de políticas públicas”, ressalta Padre Marcelo Maróstica, diretor da Caritas Arquidiocesana de São Paulo.

O levantamento é resultado da compilação de dados anuais de atendimento da CASP, incluindo informações como condições de chegada, gênero, idade, além do país de origem.  A análise aponta a presença da população atendida em 66 municípios do Estado de São Paulo e a sua Região Metropolitana, além de municípios do Oeste do Estado, Baixada Santista, Vale do Paraíba, Região Metropolitana de Campinas, Região Metropolitana de Sorocaba e Litoral Norte.

“Realizar o mapeamento dos atendimentos feitos pela Caritas é um elemento fundamental para o entendimento dos deslocamentos feitos pelas pessoas refugiadas e solicitantes da condição de refugiado no município e, pela primeira vez, no Estado. A análise permite aprofundar a necessidade das redes de apoio de atendimento e pensar caminhos sobre como melhor proteger e integrar essas pessoas nas cidades”, diz Maria Beatriz Nogueira, chefe do escritório do ACNUR de São Paulo.

Estarão presentes no evento a chefe do escritório do ACNUR de São Paulo, Maria Beatriz Nogueira; representantes da CASP, Pe. Marcelo Maróstica, Victor Ayres e Talitha Iamamoto; a refugiada e advogada congolesa Hortense Mbuyi (representante do Conselho Municipal para Migrantes); e a delegada da Polícia Federal de São Paulo, Patricia Zucca.

 

Serviço

Políticas públicas a partir da territorialidade de pessoas refugiadas e migrantes

Data: 6 de junho, 2a feira

Horário: das 15h às 17h

Local: Museu da Imigração (Rua Visconde de Parnaíba, 1316 – Mooca, próximo ao metrô Bresser-Mooca)

Participantes: Pe. Marcelo Maróstica, Victor Ayres e Talitha Iamamoto (Caritas Arquidiocesana de São Paulo); Maria Beatriz Nogueira (Chefe do escritório do ACNUR de São Paulo); Hortense Mbuyi (Conselho Municipal para Migrantes); Patrícia Zucca (Polícia Federal- DELEMIG)

 

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Ana Silva
"Acredite em si próprio e chegará um dia em que os outros não terão outra escolha senão acreditar com você. Cynthia Kersey Bem, isso resume meu 2022 :)